Há mais de 30 anos, venho lecionando Inglês e Francês para pessoas dos mais diversos níveis e idades – para aqueles que pouco sabem, os que acreditam saber o suficiente (e descobrem que há muito ainda para aprender ou melhorar) e os que realmente dominam o idioma, mas cujas habilidades já incorporam certos vícios que, de uma forma ou outra, acabam comprometendo o processo da comunicação.
Em alguns dos vários treinamentos que fiz junto a CEOs e outros profissionais de cargos decisivos em empresas, percebi que um dos aspectos mais prejudiciais é acreditar, por exemplo, que apenas falar mais rapidamente é uma garantia para impressionar o interlocutor ou a plateia ou ainda demonstrar que tamanha “fluência” implica em proficiência, o que é um erro, já que são coisas completamente diferentes.
Comunicar de forma eficiente não tem a ver, necessariamente, com o conhecimento amplo de vocabulário, mas com a forma como esse vocabulário adquirido é utilizado junto com as estruturas da língua. Há inclusive estudos que apontam que uma quantidade razoavelmente restrita de palavras (porém, palavras e estruturas mais utilizadas em seus contextos) torna possível alcançar uma boa fluência da língua. Como costumo dizer aos meus alunos, “it’s not about speed; it’s about quality and accuracy” (“não se trata de velocidade, mas de qualidade e precisão”).
O que percebo é que quanto mais jovem e menos experiente o aluno, maior a preocupação com a velocidade em detrimento da qualidade. Neste sentido, numa conversação, os plurais são normalmente “comidos”, a entonação (tão essencial no processo de comunicação para demonstrar ênfase e sentimentos) é relevada, isso sem falar nos erros de concordância verbal e de colocação (palavras certas na hora errada).
Falar bem é equilibrar tudo isso com a clareza necessária para chegar ao receptor.
Hoje, há grande alarde de um sem-número de cursos on-line para atrair novos alunos, prometendo o aprendizado do idioma em semanas, através da aquisição contínua de gírias, curiosidades e expressões idiomáticas, muitas vezes através de aulas pré-gravadas e sem a interação real com um professor.
No Libertas Idiomas, o autoestudo é muito bem-vindo e, com certeza, acelera consideravelmente o processo de aprendizado, mas as aulas não abrem mão do professor “ao vivo e a cores”, interagindo com os alunos em tempo real de forma humana e na conveniência do conforto de casa ou do escritório, onde você economiza tempo e dinheiro.
Professor Heber Magalhães
Diretor-fundador do Libertas Idiomas
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Foto: Julia M Cameron/ Pexels