Inúmeros estudos sobre a boa saúde da memória e cognição vêm sendo realizados e comprovados por cientistas e médicos especialistas em todo o mundo.

É unânime a conclusão de que a melhor forma de deter o comprometimento da atividade neuronal (sim, neurônios!) com o passar dos anos, em particular a partir dos 40-50 anos, é buscar formas de ter e manter uma vida saudável – boa alimentação, exercícios físicos e lazer.

Isto, entretanto, não é tudo: para manter uma boa saúde mental é preciso zelar por ela tanto quanto você se preocupa com a sua saúde física: é preciso pôr o cérebro para “trabalhar”, e isto inclui atividades que requerem leitura, raciocínio e memorização.

Há inclusive um termo agora comumente utilizado, “reserva cognitiva”, que define este acúmulo de conhecimento ao longo dos anos para, lá na frente, evitar a decadência mnemônica gradual e complicações que possam levar a doenças neurodegenerativas comuns e graves, como o Alzheimer.

O aprendizado de novas línguas está dentro deste “pacote” para retardar e evitar a demência. Segundo neurocientistas, estudar uma segunda, terceira língua estrangeira pode fazer grande diferença neste processo inevitável de envelhescência, para que se possa envelhecer com qualidade de vida do ponto de vista mental. Afinal, usamos apenas uma ínfima parte da nossa capacidade de aprendizado. Daí, a importância de se valer da “reserva cognitiva” como um estoque de conhecimento para toda a vida.

Agora que você já sabe que estudar e aprender a se comunicar bem em uma outra língua pode fazer toda a diferença para a sua saúde, considere também o lado do lazer e diversão (abrir os horizontes do ponto de vista sociocultural, aplicação no dia a dia ao assistir a filmes e séries, escutar músicas, viajar etc).

Rubens Lacorte

Rubens Lacorte é professor, tradutor-intérprete, jornalista e estudante de Psicanálise

Imagem: Meo / Pexels